O que é Vigorexia?

"Envolve uma preocupação de não ser suficientemente forte e musculoso. Os indivíduos acometidos pela Vigorexia frequentemente se descrevem como "fracos e pequenos", quando na verdade apresentam musculatura desenvolvida em níveis acima da média da população masculina, caracterizando uma distorção da imagem corporal. Estes se preocupam de maneira anormal com sua massa muscular, o... que pode levar ao excesso de levantamento de peso, prática de dietas hiperprotéicas, hiperglicídicas e hipolipídicas, e uso indiscriminado de suplementos protéicos, além do consumo de esteróides anabolizantes. (Guarin, 2002; Cafri, Van Den Berg e Thompson, 2006; Grieve, 2007, Hildebrand, Schlundt, Langenbucher e Chungt, 2006)."
Fonte: Revista Brasileira de Psicologia do Esporte
DEPRESSÃO

"Jamais despreze uma pessoa deprimida. A depressão é o último estágio da dor humana. É a fase exata onde a alma dói de verdade"
Autor Desconhecido
Na depressão há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. No entanto, uma depressão latente pode manifestar-se de uma maneira mascarada, como por exemplo, através de humor irritável em vez de tristeza, alterações do comportamento e aparecimento de sintomas físicos.
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. O estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. Aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.
O indivíduo acometido pela depressão tem muita necessidade de se sentir compreendido e apoiado pelos seus familiares. É o momento que os familiares
devem apoiar e reforçar a necessidade do tratamento e que este seja levado até ao fim.
Para o tratamento o paciente deve procurar o Psiquiatra e o Psicólogo. O tratamento em alguns casos é medicamentoso, porém, deve ser acompanhado pelo tratamento psicológico. Há evidências também que a atividade física e alimentação específica associadas ao tratamentos medicamentosos e psicológicos tornam-se aliados para alcançar resultados satisfatórios no tratamento.
O que não se fala muito é sobre as possibilidades para prevenção da Depressão. A busca pela qualidade de vida e equilíbrio emocional pode ser a base desta prevenção. Quem poderá auxiliar é o Psicólogo, que com a psicoterapia ajuda a desenvolver a capacidade de enfrentar, resolver problemas, dificuldades e conflitos, deixando os indivíduos mais fortificados emocionalmente.
São sintomas de depressão:
· Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia;
· Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
· Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
· Desinteresse, falta de motivação e apatia;
· Falta de vontade e indecisão;
· Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio;
· Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte;
· Desejo de morte e pensamentos suicidas;
· Interpretação distorcida e negativa da realidade;
· Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
· Diminuição do desempenho sexual e da libido;
· Perda ou aumento do apetite e do peso;
· Insônia, despertar matinal precoce ou até aumento do sono;
· Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Psicologia e os Transtornos Alimentares
Aceitação da Imagem Corporal X Padrão de Beleza Atual
Sofremos como nunca uma enxurrada de influência da mídia e cobranças da sociedade para seguirmos um padrão de beleza. Estes padrões impostos provocam principalmente, no público feminino, a necessidade da busca por um corpo perfeito e muitas vezes magros, que lembram as modelos vistas como ícones de beleza. Infelizmente associam este corpo perfeito a felicidade, ao sucesso pessoal e profissional, instigando a sociedade a acreditar que só conseguirão alcança-los quando possuírem medidas exatas. Está situação leva muitos indivíduos a ficarem insatisfeitos com a sua imagem corporal, e neste momento iniciasse uma busca descontrolada pela padronização irreal do corpo, que em muitos casos levam aos Transtornos Alimentares.
O Psicólogo pode auxiliar?
Já senti os reflexos desta influência da mídia sob a imagem corporal nos atendimentos psicológicos, por isso, a necessidade da atualização e a busca por uma nova pós graduação sobre este tema. Posso então assegurar que um dos principais profissionais dentro de uma equipe multiprofissional que poderá auxiliar na Prevenção e no Tratamento dos Transtornos Alimentares são, os Psicólogos especializados em Transtornos Alimentares.
O Psicólogo tem um papel muito importante na sociedade, que é a promoção da saúde, da qualidade de vida e do bem estar para toda família. Passamos a cuidar mais da nossa saúde física, porém, ainda esquecemos de cuidar da nossa saúde emocional. Precisamos das duas vertentes equilibradas para ter saúde e
qualidade de vida. Por isso, mais uma vez estamos inseridos e habilitados para ajudar a sociedade também nos que diz respeito a prevenção e o tratamento dos Transtornos Alimentares.
Este auxílio é possível através do atendimento psicológico, vou explicar um pouco de como isso é possível. O Psicólogo criará o vínculo com seu paciente dando todo o suporte necessário para início do trabalho. Inicialmente é necessário compreender que somos seres individuais, dotados de características únicas e diferentes. Que cada indivíduo possui além de características distintas, também organismos distintos com necessidades também distintas. São tantas distinções que é óbvio que a padronização corporal não é possível. Por isso, procuro explorar com o paciente a individualização do ser humano e suas diferentes necessidades. É preciso compreender que existe diferença da busca equilibrada por uma vida mais saudável e a busca desequilibrada por um corpo perfeito que as mídias pregam.
Outra questão crucial é verificar como anda a imagem corporal. A insatisfação corporal pode deixar as pessoas mais suscetíveis a influência externa. Por isso é importante a ajuda do Psicólogo para rever e entender como foi construído e como está a sua auto imagem, o seu auto conceito e a sua auto estima. Em muitos casos existem uma distorção do conceito de imagem corporal, por isso trabalhamos também para entender o porquê desta insatisfação corporal e por que ela é alimentada.
E é dentro deste cenário que Psicólogo e paciente poderão pensar e rever sobre os conceitos construídos e entender que existem maneiras para lidar com as emoções e situações boas ou desagradáveis que podem acontecer, reconstruindo o que não está saudável, afim de, promover o bem estar.
Escrito por: Natália de Arruda Monteiro Franco.
Psicoterapia Infantil e de Adolescentes:

A psicoterapia vem para assegurar o bom desenvolvimento humano, afim de, proporcionar bem estar e qualidade de vida. Na psicoterapia o sujeito tem a possibilidade de re-significar pensamentos e vivências, podendo descobrir outras maneiras de ver a realidade e outras formas para enfrentá-las.
A psicoterapia infantil e de adolescentes visa auxiliar a criança e/ou adolescentes e os pais e/ou cuidadores, quando algo não está bem no desenvolvimento emocional ou social destes. A psicoterapia proporciona a eles um ambiente para que pensem suas relações, suas escolhas, suas dificuldades, seus sonhos, suas possibilidades; em um espaço protegido, no qual poderá se experimentar, se escutar, sentir, fantasiar entre outros.
Psicoterapeuta e paciente juntos, descobrem, através de recursos lúdicos e análise, o que está dificultando o desenvolvimento desta. A partir dessas descobertas, reconstroem também juntos, outras maneiras dessa criança e/ou adolescente se posicionar no mundo. Paralelamente ao trabalho com a criança e adolescente, são realizadas sessões de orientação aos pais, imprescindíveis para o sucesso da terapia, pois trata-se de um momento de apoio e esclarecimentos aos mesmos.
Além de ser recomendada para o tratamento de questões específicas (hiperatividade, ansiedade, depressão, mania, dificuldade de interação, transtornos alimentares, etc), a psicoterapia também é preventiva, fornecendo o respaldo para que a criança ou adolescente escolha seu próprio caminho, uma vez que os outros não poderão escolher sempre por ela. Independente do "rótulo" (ou diagnóstico) que carrega, a criança ou adolescente pode se redescobrir, diferenciando-se das críticas e avaliações externas tomadas para si, sendo mais feliz no presente e sofrendo menos na fase adulta.
Psicanálise, Neurociência e Anorexia Nervosa.
A psicanálise se preocupa em olhar por de trás dos sintomas acometidos pela anorexia e a bulimia, pois é ali que está escondido o real conteúdo a ser trabalhado em psicoterapia. Ali encontramos as reais dificuldades enfrentadas pelos pacientes. A psicanálise identifica o paciente distante das suas necessidades emocionais, por isso, a Psicanálise no processo de psicoterapia tem como objetivo ajudar o paciente a elaborar e reconhecer o que está vivendo e como viverá a sua história. A psicanálise ajudará o paciente a compreender e enxergar seu estado de dependência e punição. Ajudará a fazer as pazes com a sua feminilidade e com seus relacionamentos, que foram deixados de lado, privados como a alimentação.
A principal preocupação da Neurociência no início do tratamento da anorexia envolve a recuperação de peso, que antecede primeiro uma avaliação de uma possível internação para recuperação de tal. O objetivo da Neurociência é a saúde física, é cuidar do paciente que em muitos casos só procura o tratamento quanto já está com sua saúde debilitada. A Neurociência utiliza como ferramenta o tratamento medicamentoso para a rápida recuperação da saúde física e mental.
Mas o mais importante é o trabalho multidisciplinar para ter êxito no tratamento da anorexia. A Neurociência e a Psicanálise precisam juntas ajudar o paciente a construir sua independência. Está dependência está ligada muitas vezes a mãe e aos padrões de beleza que encarcera o paciente. O tratamento fará com que o paciente entenda que afeto não é igual à prisão.
Escrito por: Natália de Arruda Monteiro Franco
Autoestima, Autoimagem e Autoconceito segunda as referências de Montaigne.
Para adentrarmos nos conceitos de autoestima, autoimagem e autoconceito, primeiro precisamos entender o que Montaigne diz sobre os três tipos de inadequação. Compreendo que vivemos cercados de modelos, regras que não dão espaço para relacionarmos harmonicamente com a nossa natureza, com o nosso corpo. Achei interessante quando Montaigne diz que a relação com o nosso corpo é atrapalhada por sermos seres pensantes. Aonde ele faz a comparação com os animais, que fazem da sua relação com seu corpo mais natural comparado com a nossa relação corporal. O que explica a inadequação física que ele cita. Na inadequação experimentada entra o preconceito e os julgamentos que cercam o ciclo de relacionamento e de interação social que ficamos expostos, que muitas vezes deixamos de ser imparciais e tomamos para nós a imagem que o outro vê como se fosse a nossa própria imagem, sofrendo assim, a influência do outro. Na inadequação intelectual entendo que muitas vezes não achamos que somos sagazes o suficiente, querendo na maioria delas simbolizar a inteligência. E como Montaigne nós trás, o mais importante é a sabedoria que pode não vir somente de um diploma universitário.
Todas estas colocações de Montaigne refletem sobre a conceituação de autoestima, autoimagem e autoconceito. Compreendo a autoimagem como a base da estrutura psíquica, quando o bebê descobre que possui um corpo desvinculado ao da sua mãe. E é a partir das relações e interações afetivas que a autoimagem é estruturada. Portanto, se o bebê e mãe possuem uma relação saudável a autoimagem será fortalecida. E a desta autoimagem fortalecida que o autoconceito depende para ter qualidade, pois será a autoimagem que gerará o autoconceito. No autoconceito é importante considerar o outro sem deixar sua estrutura de lado, suas expectativas. E como uma advém da outra, a autoestima depende da somatória da autoimagem e do autoconceito. Depende de como o indivíduo concebeu sua imagem e através desta imagem qual o conceito criou de si mesmo, desta junção nasce a autoestima, que para ser satisfatória depende da qualidade da autoimagem e do autoconceito.
Escrito por: Natália de Arruda Monteiro Franco
As principais diferenças entre os olhares da neurociência e da psicanálise para o ser humano.
Compreendo que a Neurociência diferencia o cérebro da mente. Vendo o cérebro como estrutura física e a mente como subjetiva, que se constitui dos nossos sentimentos e emoções, que são registrados pelo cérebro. A neurociência é marcada também pela descoberta do cérebro como o centro das funções mentais. Passando a enxergar que o cérebro, suas funções e suas especificidades, tem influências no desenvolvimento de nossa espécie humana. Marcando também nossos comportamentos como sendo regidos por ele. Outra marca da Neurociência sobre o cérebro e sobre o ser humano é que acreditam na hipótese de que o que somos, fazemos, pensamos e desejamos é resultado do funcionamento do sistema nervoso e sua interação com o corpo. A Neurociência busca entender como a estrutura e funcionamento do sistema nervoso, juntamente com a história de vida de cada um, a cultura, a sociedade, e a genética fazem de nós o que somos, individualmente, como seres humanos, e como animais. Resumindo compreendo que a Neurociência acredita que a mente é um produto do cérebro e que o mental é redutível ao cerebral.
Já Freud e a Psicanálise se afasta da Neurologia quando começa a se interessar pela compreensão dos sintomas trazidos pelos pacientes, se aproximando da construção da psicanálise, começando também a olhar o ser humano de outra forma. Ele desiste também de buscar as causas orgânicas no funcionamento do cérebro, quando percebe que podia tornar consciente o que fora reprimido no inconsciente e aliviar o sintoma trazido como queixa para a análise. Estas colocações foram o marco para a mudança do olhar pro ser humano, e também é o que o norteia dali em diante.
Entendo que a Neurociência acredita nas medicações como sendo o centro das atenções para os problemas mentais, já a psicanálise acredita na psicoterapia como alicerce para chegar na possível cura.
Escrito por: Natália de Arruda Monteiro Franco
A Constituição de Sujeito para Lacan.
Seguindo a linha de raciocínio de Lacan, o sujeito deve ser pensado através de duas categorias o Sujeito do inconsciente, e o sujeito cartesiano, e a relação destes nos traz o sujeito barrado. Lacan então divide entre o cogito e desidero. Sendo que o cogito é o lado racional o consciente, porém, através de estudos Lacan verifica que o homem não é tão consciente como imaginava-se. Sendo assim Lacan refere-se ao sujeito do inconsciente como o sujeito por excelência, é este que faz o gerenciamento do psiquismo, sem que o eu da consciência tenha acesso. Podemos ver em suas literaturas que Lacan contextualiza que o sujeito não nasce pronto que ele se constitui.
Lacan menciona que o sujeito só será produzido quando ocorrer a passagem do imaginário para o simbólico, que será através da linguagem. Lacan pontuava em suas literaturas a importância sobre a experiência do espelho para o bebê, pois é a partir desta experiência que o bebê consegue fazer o primeiro esboço do eu. Outra colocação que Lacan faz sobre o sujeito e o marco da passagem do imaginário para o simbólico, é a presença do Pai no Édipo, (a castração simbólica), pois é ele o responsável pela introdução do filho ao simbólico.
Para Lacan o sujeito para se formatar depende, necessariamente, da significação do Outro, e é esse outro que apresenta o mundo ao nascente, ao bebê que nasce carente de todos os cuidados, e para que venha a se subjetivar, precisa de alguém (a mãe) que o deseja e cuida fisicamente e psiquicamente dele. Assim a mãe marca o filho simbolicamente, com seu desejo e linguagem, na ânsia de preencher suas lacunas e de apresentar outro objeto externo fora o seio. O sujeito se demanda pela falta. Tem uma frase de Lacan que deixa esta minha colocação muito clara, é: "[...] não há sujeito se não houver um significante que o funde".
Para finalizar compreendo através da literatura de Lacan que a subjetivação depende dos significantes e de como cada um se subjetiva conforme o que vive e internaliza em suas experiências.
Escrito por: Natália de Arruda Monteiro Franco

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